Com carne excelente e cafés irresistíveis, Buenos Aires se tornou destino de turismo gastronômico. Não me entenda mal: a cidade tem muito mais para ver y vivir, mas a hora de escolher um local bacana para almoço, janta ou um simples pit stop faz parte do roteiro (com a vantagem da baixa cotação do peso). Aí vai uma lista de lugares que fui – e de outros que ficou para a próxima – na capital portenha:
> El Francés Bristô (Gorriti, 5099, Palermo Soho) – Conduzidos por um portenho, a intenção era ir ao very posh Casacruz (Uriarte, 1658), mas demos de cara em suas enormes portas douradas: estava fechado naquela noite de domingo. Seguimos, então, ao El Francés, que amenizou a frustação permitindo que a gente consumisse um Alamos Malbec 2010 antes das 21h, quebrando a lei seca – era o dia das primárias da última eleição que reelegeu Cristina Kirchner à presidência. Minha escolha foi um ojo de bife (eu sei, não foi uma escolha criativa em um restaurante francês, embora com uma carta claramente feita para o gosto argentino) e, para sobremesa, fui de Creme Brûlée de Baileys (onde acharei outro local que tenha essa delícia?).
> Lelé de Troya (Costa Rica, 4901, esquina Thames, Palermo) – De ambientes com cores saturadas, a decoração chama a atenção (o espaço vermelho, da foto acima, pode ser cenário de um jantar bem romântico, mas também há mesas ótimas para se ir com um grupo de amigos). O cardápio é bem variado, mas a maratona carnívora pediu uma pausa. Por isso, fui de Salada Mix Mediterrâneo (foto abaixo), e ainda serviram uma cesta de pães com um dipping que me pareceu um purê de cenouras com algum ingrediente que geralmente tempera curries (cominho, talvez. A tentar em casa, uma hora dessas).
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> Café Tortoni (Avenida de Mayo, 825) - Como não ir ao clássico, sendo que eu adoro um café? E adoro esse café, em específico? Pena que nem Porto Alegre, nem Birmingham tenham um espaço tipo Café Tortoni ou Confeitaria Colombo. Para um almoço light (em quantidade, não em calorias, é verdade), fui de Tostada Tortoni, uma torrada com tomates, ok. Para chocólatras, impossível não querer experimentar de novo o churros con chocolate espesso.
> Buller Brewing Co. (R. M. Ortiz, 1827, Recoleta) – Primeiro brew pub (isto é, que produz sua própria cerveja) de Buenos Aires, aprovado por John. Saindo do Cemitério da Recoleta, fomos almoçar ali. Pedi um simples Chivito Uruguayo (churrasquito con lechuga y tomate), mas a diversão mesmo ficou com os samplers das cervejas da casa (por 35 pesos). Na dúvida, provamos um pouco de cada: Light Lager, Hefeweissen, Honey Beer (novidade pra mim, e essa era muito boa), Oktoberfest, India Pale Ale e Dry Stout – e ainda recebemos de “brinde” a prova de uma Porter, para completar a degustação.
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> Xalapa (El Salvador, 4800, Palermo Viejo) – Restaurante mexicano com melhor “clima” até hoje, decoração como o de uma vila típica (ok, talvez eu deva ir ao México para checar). Como couvert, nachos com molho picante. John segue na busca de um burrito melhor do que ele comeu em San Francisco, pois não foi neste restaurante em Buenos Aires que ele encontrou. Para os temerosos da pimenta, como eu, a sugestão foi tacos de pollo con guacamole, tão simples, mas superando expectativas. E fazia tempo que eu não bebia margaritas… Na sobremesa nada mexicana, descobri que os argentinos conseguem turbinar um pudim de leite condensado (flan) com duas colheradas daquele dulce de leche. Por Diós!
> La Continental Pizzas y Empanadas (Defensa, 701, San Telmo) – Fui tirar foto com a Mafalda em San Telmo, e a fome apertou. A personagem, até agora, o John não faz ideia de quem seja, claro – mas ele já havia provado empanadas e estava a fim de repetir. Vi no site que La Continental é uma rede com várias endereços por Buenos Aires, lugares certo para comida boa e barata, mas acredito que a de San Telmo seja a mais charmosa. Combinações de ingredientes simples, mas não muito comuns nos cardápios brasileiros, agradaram: empanadas de queijo com cebola, de carne e de frango, além de uma pizza de queijo, presunto e pimentões.
> Milión (Paraná, 1048) - No topo do meu roteiro desde o primeiro dia, acabei indo na última noite, para drinks de despedida e petiscos. Fica em um casarão antigo, daqueles de arquitetura francesa, com espaço para restaurante e para bar, e um jardim que deve ser perfeito para um final de tarde de verão. É bem movimentado: para garantir uma mesa com tranquilidade, o melhor é reservar. A caipirinha custa 41 pesos (no Lelé de Troya, para comparar, a taça de vinho saiu por 20 pesos!). Experimentamos barinhas de muzzarela com molho mediterrâneo, croquetes crocantes e cremosos de queijo e frango crocante com salada Luisiana no bar.
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> O peruano ali da esquina (Charcas, esquina Godoy Cruz) – Um dos restaurantes mais próximos do hotel que ficamos, via o nome todos os dias, e agora simplesmente não lembro e não conseguir encontrar na internet, nem no Guía Óleo. Já estava nos meus planos experimentar um restaurante peruano em Buenos Aires (justamente porque só tinha ouvido falar de ceviche até esse dia), mas esse restaurante não tem esse detalhe escrito na fachada. Entramos por acaso. Fui descobrir que era um peruano enquanto saboreava um ótimo arroz chaufa e conversava com o cozinheiro – sem trabalho após preparar os pratos dos únicos clientes (nós!), ele foi assistir TV e, “do nada”, começou a falar da comida peruana. Preço camarada.
Não fui, mas quero ir
> Casacruz, já mencionado no tópico sobre o El Francés
> Te Mataré Ramirez, o restaurante afrodisíaco, com um nome sensacional
> Confitería Ideal, mais popular nos guias de viagens gringos do que o Café Tortoni, provavelmente por causa das aulas de tango (e, pelas fotos, o prédio e a decoração parecem ser mais imponentes)
E um link interessante aqui, que esmiúça as diferenças dos cafés servidos em Buenos Aires (com infográfico!)


















Buenos Aires é sensacional e a melhor inspiração para Porto Alegre. Sonho com o dia em que PoA arregaçar as mangas pra realizar as mesmas mudanças que os argentinos realizaram na sua Capital.
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